segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ê vontade

Recife Restaurant Week: almoço e jantar em conta
Publicado em 12.06.2009, às 11h32

Flávia de Gusmão
Do Jornal do Commercio

Está de volta, a partir desta segunda-feira, até o dia 28 de junho, o Recife Restaurant Week que, no ano passado, deixou alguns donos de restaurantes como sorriso de orelha a orelha e a clientela feliz da vida com a oportunidade. Uma parceria que carrega a melhor das premissas: todos têm a ganhar. O circuito Restaurant Week nasceu há 12 anos em Nova Iorque e, desde então, acontece em mais de 100 cidades ao redor do mundo como Paris, Boston e Washington D.C. No Brasil, o evento estreou em São Paulo e Recife foi a segunda capital a sediá-lo.

Os restaurantes que se engajam na idéia assumem o compromisso de formular um menu degustação (almoço e/ou jantar) a um preço mais acessível do que aquele que eles usualmente praticam. Já vemos, a partir daí, que o convite para integrar esta lista é distribuído entre aquelas casas que não praticam uma política de preços populares.

Os menus completos (entrada, prato principal e sobremesa) estão tabelados em R$ 27 (almoço) R$ 41 (jantar). Em cada refeição, R$ 2 serão destinados para o Instituto Helena Andrade, entidade sem fins lucrativos.

(...)

Mais em http://jc.uol.com.br/canal/gastronomia/noticia/2009/06/12/recife-restaurant-week-almoco-e-jantar-em-conta-190438.php

Do Escrivinhos

Zahil e Nez oferecem série de cursos sobre vinhos no Recife:

29/06 - Iniciação ao mundo dos vinhos
06/07 - Vinhos só para elas
07/07 - Vinho: dois a dois

R$ 120 por pessoa.

Ah, vontade....

Mais informações aqui.

sábado, 13 de junho de 2009

Concha Y Toro Sunrise Chardonnay 2006

Movida pela curiosidade sobre as uvas que compõem meu espumante favorito, esta semana resolvi experimentar um bom Chardonnay. E como tive a oportunidade de voltar à distribuidora de bebidas e alimentos RM Express, não percisei desembolsar muitos reais para levar para casa um Concha Y Toro Sunrise Chardonnay 2006. Segundo o fabricante, os vinhedos Sunrise recebem em média 300 dias de sol ao ano, gerando uvas excepcionais em sua madurez, um bom presságio. E não é que foi mesmo paixão ao primeiro gole?

Como eu esperava, o Concha Y Toro Sunrise Chardonnay é de uma delicadeza incrível. De um amarelo brilhante, quase dourado, este vinho apresentou pequenas partículas escuras em suspensão, que eu acredito terem vindo da rolha - parcialmente destruída quando a garrafa foi aberta. Com aromas refrescantes lembrando abacaxi e melão maduro, o vinho mostrou pequenas lágrimas lentas, denunciando seu teor alcoólico de 13%.

O sabor não poderia ser mais agradável. Consegui sentir explodindo na boca sabores como abacaxi e maçã verde, talvez um pouco de banana. O corpo é médio, sem decepcionar, e a acidez mostrou-se peça chave no meu deslumbramento pelo vinho. Degustei boa parte dele na sexta-feira à noite, em jantar com marido enquando assistíamos o dvd de Sideways; no dia seguinte, no entanto, o vinho parecia ter evoluído dentro da garrafa, mostrando-se ainda mais delicado ao paladar. Não percebi muita interferência de taninos, e o after-taste foi longo e agradabilíssimo.

Horas depois de consumir, não senti nenhum indício de ressaca, o que conta mais pontos ainda para este chardonnay. O único ponto negativo foi o aparecimento de uma certa azia - que também pode ser atribuída à pizza de calabresa, prato principal do jantar de sexta.

Adorei, principalmente pelo custo-benefício. Acho que vou economizar um pouco para em breve poder experimentar o Casillero del Diablo Chardonnay.

Concha Y Toro, gostei de você!

Classificação: \o/ \o/ \o/ \o/

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Salton Volpi Cabernet Sauvignon 2007

Elaborado a partir de um corte harmônico de 85% Cabernet Sauvignon, 5% Merlot, 5% Tannat e 5% Cabernet Franc. Comprei este vinho mais pela vontade de experimentar um Volpi, tão bem-falado na comunidade enófila, que pela inclinação pela Cabernet Sauvignon. Marido foi o primeiro a dizer que essa não era a uva preferida dele - justiça seja feita, se depender do cidadão a favorita lá em casa continua sendo a malvasia -, mas resolvi apostar.

E não é que deu certo? Os taninos estavam bem menos pronunciados que os da mesma casta que degustamos durante nossa viagem pelo sul, e os aromas pareciam explodir nas narinas, com predominância de frutos secos. Não senti quase ou nenhuma presença de madeira, o que agora me parece bem curioso. A cor era de um rubi forte, com borda aquosa mínima - em alguns anos o danado deve estar ainda melhor. Finalmente consegui identificar as tais lágrimas do vinho - e lá estavam elas, grossas, lentas a abundantes. Que alegria! Extremamente bem equilibrado, acidez no ponto, teor alcoólico idem - aliás, só percebi o álcool quando minhas bochechas ameaçaram ficar dormentes, heheheh.

Pela primeira vez, marido tomou junto comigo. Aprovadíssimo.

Classificação: \o/ \o/ \o/

Espumante Brut Club Des Sommeliers

Comprei esse num fim de tarde preguiçosa de sábado, como uma alternativa para não abrir a última garrafa de Salton da nossa mini-adega. A idéia era me forçar a não beber a garrafa inteira de uma só vez - propósito alcançado em parte pela minha força de vontade, em parte pela baixa qualidade do vinho.

Pelo que li na internet, o Club Des Sommeliers é uma segunda marca da Miolo, produzida exclusivamente para o Grupo Pão de Açúcar (comprei este no Comprebem), para ser comercializado a preços baixos (e nem foi tão baixo assim - R$ 21, comparados aos R$ 15 que paguei pelo Salton Brut na RM Express). Não me liguei em hora nenhuma que o danado é feito pelo método tradicional - acho que foi minha primeira compra fora dos espumantes charmat, e no final das contas acabei decepcionada. A cor é puxada para o palha, com aroma frutado característico. A perlage é pouquíssimo persistente e o aroma do álcool é claramente perceptível cinco minutos depois que o espumante vai para a flute. O retrogosto é amargo - muito mais do que eu considero agradável, e olhe que eu bebo chá de boldo por prazer.

Concordei com o camarada do Vinho para Todos: fraco. Menos um na minha lista para comprar novamente.

Em breve comento aqui sobre o sucesso do Salton Volpi Cabernet Sauvignon. Esse até marido aprovou.

Classificação: \o/ \o/

sábado, 30 de maio de 2009

Espumante Salton Brut

O sabor é maravilhoso: marcante sem ser desarmônico, com uma acidez residual que torna a experiência mais que agradável. Fabricado com uvas chardonnay e riesling (ainda não degustei nenhum chardonnay, acho que será a próxima pedida). A tonalidade é palha e o aroma é bem cítrico, lembrando um pouco maçã verde. A perlage é abundante e faz cosquinhas no nariz. O preço é altamente acessível para um produto tão bom. Harmonizado com gorgonzola, salaminho com pistache e uma bela companhia.

Amo amo amo amo.

Classificação: \o/ \o/ \o/ \o/

sábado, 23 de maio de 2009

Gato Negro Carménère 2007

Ontem depois de mais um longo dia de trabalho (e um coxão de bode espetacular no almoço) chegou a hora de experimentar a primeira das valiosíssimas aquisições realizadas na distribuidora de alimentos e bebidas RM Express.

A pedida da noite foi um Gato Negro Carménère 2007, que custou a bagatela de R$ 14,90. A aparência do vinho estava dentro dos conformes - brilhante e límpido, de um púrpura intenso com um pequeníssimo halo aquoso, o que até onde entendi mostra um potencial de guarda de mais alguns anos.

Os aromas eram suaves e pouco persistentes, com alguma complexidade. Senti a presença marcante do sabor da uva e alguns traços de pimentão verde e tabaco. Ainda vou levar algum tempo para identificar outros tipos de aroma em vinhos, então ter reparado nisso já foi uma vitória. A madeira marcava leve presença, a textura era muito sedosa e os taninos extremamente amaciados. O equilíbrio era bom, mas senti falta de um corpo mais pronunciado - parecia que o vinho escorregava dentro da boca sem deixar maiores efeitos.

A graça é que, como boa matuta, entornei praticamente a garrafa inteira - o que me proporcionou um fenomenal black-out como nunca antes ocorrido na história. Lembro de ter colocado a garrafa vazia ao lado do cesto de lixo na área de serviço e deitado no sofá com marido para assistir Harry Potter e o Cálice de Fogo. Lembro de apenas UMA FRASE do filme: o menino que virou vampiro em Twilight pedindo a Harry para levar seu corpo para o pai. Não faço idéia de como cheguei na cama. Quando me dei conta, já era sábado de manhã.

Resumo da ópera: um vinho leve e suave, mas que não deve ser subestimado. O álcool me pegou de jeito, deixando aquele enjoo residual que acaba com qualquer manhã de sábado. Pelo menos uma coisa aprendi: uma taça de cada vez.

De preferência, acompanhada de um bom copão de água.

P.S: Acabei de receber um telefonema do lado gaúcho da família que só comprovou o que eu desconfiava: Gato Negro nem pensar. Então tá então, DISSO eu espero me lembrar.

Classificação: \o/ \o/