Mostrando postagens com marcador Chardonnay. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chardonnay. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de março de 2010

Um brinde aos ausentes - Mumm Cuvée Reserve Brut

Apesar de hoje ser terça - ou talvez PORQUE hoje é terça -, pedi a marido para abrir a garrafa de espumante Mumm Cuvée Reserve Brut que estava à espreita na geladeira. A intenção era boa: homenagear três pessoas que, ainda que ausentes, fazem sempre parte da minha vida.

A primeira delas é minha cunhada, a criatura gentil que nos deu a garrafa de espumante (já em temperatura de servir, diga-se de passagem) como presente de despedida na véspera de sua volta à deliciosa Porto Alegre. Graças a ela aprendi a gostar de vinhos, e por isto serei eternamente grata.

A segunda é meu irmão mais velho, que alegrou o mês de fevereiro nesta província mauriciana com sua risada trovejante, disposição em se divertir e espírito implacável em se tratando de proteger a irmã caçula do bicho-papão.

E por último, meu querido pai.
Celebrarei sua vida.
Sempre.

A eles, ofereço meu mais sincero brinde.

=========================================================

Vamos à degustação: feito com um corte de 70% de chardonnay e 30% de pinot noir, o Mumm tem cor amarelo claro e perlage abundantíssima e persistente - o que resulta num divertido colarinho. O espumante tem notas de limão, tangerina e fermento, sendo leve e cítrico na medida certa. Não chega a ser excepcional pelo ligeiro excesso de amargor. O aroma, deliciosamente frutal e cítrico, me lembrou as brincadeiras de infância com um efêmero limoeiro da casa de praia.

Em uma última nota, devo admitir que o site da Mumm (http://www.mumm.com.ar/portugues/) é uma das coisas mais deliciosas e elegantes que uma criaturinha como eu, amante de vinhos e fotografia (e especialista em comunicação e websites), poderia ver.

Classificação: \o/ \o/ \o/

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mordo minha língua: Marcus James Chardonnay Demi-Sec 2009


Foi literalmente uma compra de impulso: aproveitando o intervalo de 15 minutos no trabalho e pegando embalo em uma semana no mínimo estressante, agarrei duas notas de R$ 10 e saí correndo para a distribuidora vizinha, buscando um vinho que animasse o iminente feriadão do dia das crionças. Sem tempo para pensar muito, saí recitando nomes para a vendedora em busca de algo agradável e que coubesse dentro de minhas esparsas finanças - Salton, Chardonnay, Aurora...

Em trinta segundos a escolha tinha sido feita, sem que eu me detivesse no já conhecido ritual de segurar a garrafa e observar o vinho e as informações do rótulo. Aqui preciso abrir um parênteses e admitir que a pressa me fez quase fuzilar um incauto representante da distribuidora, que inadvertidamente tentou me convencer a levar para casa um Gato Negro. "É ótimo", ele argumentou. "Só se for na sua casa", respondi, esquecendo qualquer resquício de educação doméstica.

Mas continuemos.

Foi só quando cheguei à segurança da minha mesa que me dei conta de que estava em posse de uma bela garrafa de Marcus James Chardonnay Demi-Sec 2009... Ops, eu disse demi-sec?

Macacos me mordam. A rainha do vinho seco escorregou na compra sem querer.

Meio frustrada, mas determinada a não me dar por vencida, resolvi levar o danado para casa e experimentá-lo de qualquer forma. E não é que o simpático Marcus James acabou me conquistando?

Com uma cor dourada, acidez bastante razoável (minha característica preferida na uva chardonnay) e nem um pouquinho do sabor enjoativo de outros vinhos adoçados, este branquinho mostrou-se bastante valente em termos de custo-benefício. Comprado por pouco mais de R$ 11, acompanhou muitíssimo bem uma fornada de bruschettas de tomate e manjericão, sem apresentar, no entanto, a temível ressaca do dia seguinte.

Dois dias depois, vi o mesmíssimo vinho à venda na rede Bompreço por mais de R$ 15.


Classificação: \o/ \o/ \o/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Terralis Chardonnay Reserve 2005

Uma das grandes dúvidas que me atormentam nesta história de degustar vinhos é saber como comparar experiências novas e antigas. Em minha defesa, devo dizer que sim, uso uma tabelinha para anotar todas as minhas impressões - mas a subjetividade ainda fala alto quando se trata de classificar um vinho como melhor ou pior que outro. "Será que estou viciada na marca X?", me pergunto. A resposta é sempre o eco.

O fato é que às 23h da última sexta-feira, depois do último compromisso de uma semana pra lá de estafante, sentei sozinha no sofá da sala para assistir uma bela comédia romântica. Marido já tinha ido dormir, então aproveitei para cometer todos os pecados que podia de uma só vez. Na mesinha de canto, arrumei um sem-número de petiscos que nem vale a pena nominar. Aos meus pés, um edredom. E a chuva caindo do lado de fora.

Parecia o momento perfeito para abrir minha linda garrafa de Terralis Chardonnay Reserve 2005, certo? Eu, amante do Chardonnay, estava com a faca e o queijo na mão (simbolica e literalmente). A expectativa criada pela experiência quase divinal do Concha Y Toro Sunrise Chardonnay me dizia que seria uma noitada maravilhosa. Qual não foi minha decepção ao sacar a rolha cheia de amor pra dar e descobrir lá dentro um vinho chato, com corpo pequeno, acidez baixa demais e aromas fugidios?

Na taça o danado já me parecia bem menos dourado que o Sunrise - era precisamente de um amarelo pálido, sem lágrimas visíveis (dêem um desconto, já era tarde da noite). E lhe faltava aquela qualidade vibrante, quase "crispy" (não sei como traduzir isto... crocante?) dos chardonnays que já tomei. Na boca, tinha menos dimensão que um copo de água, peso baixo, retrogosto fugaz. Sabores leves de melão e maçã.

Uma pena... se depender desse, vou continuar viciada na marca X.

Classificação: \o/

P.S.: Só agora me ocorreu... será que os quatro anos de garrafa fizeram mal para este vinho?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Miolo Seleção Chardonnay, Riesling e Sauvignon Blanc 2008

Ou: como um bom almoço levantou um vinho não tão bom assim
Ou: Chiwake - uma experiência sensorial

Já diriam nossas avós: a experiência é mãe de todas as ciências. E foi justamente na base do empirismo que descobri na semana passada que sim, é possível transformar um vinho não tão bom em um acompanhamento razoável - dependendo da harmonização.

A situação em questão foi minha segunda (e última) escapulida com o pessoal do trabalho para aproveitar o Recife Restaurant Week. Nossa escolha de local foi o Chiwake, um peruano charmosíssimo localizado no bairro do Espinheiro. E devo dizer, foi uma experiência altamente sensorial.

Começamos pelo olfato: já na entrada, fomos agraciados com um ambiente delicadamente perfumado com aroma de canela. Como decidimos chegar cedo para o almoço, nosso tato também foi premiado; em pouco tempo estávamos confortavelmente acomodados em um das mesas do salão frontal - com destaque para um detalhe que fez toda a diferença: uma pequena plataforma embaixo de cada mesa, específica para acomodar as (cada-dia-mais-maxi) bolsas ostentadas pelos exemplares do sexo feminino.

O atendimento merece uma descrição à parte. Foi a primeira vez que estive em um restaurante em que o garçom sabia exatamente TUDO sobre a carta de vinhos! Infelizmente isto ainda é uma raridade nas comedorias classe-média que frequento aqui no Recife.

O menu do Chiwake para o Restaurant Week, apesar de contido em termos de volume, estava extremamente saboroso: a entrada era um mini cebiche de pescado com um forte toque de limão, acompanhado de milho verde e uma fina lâmina de batata doce. No prato principal, filé alto grelhado com purê de jerimum, feijão com chimichurri e couve crispy. E para a sobremesa, um pecado em forma de torta de graviola.

Para acompanhar, eu - que estava louca para tomar um chardonnay - acabei pedindo meia garrafa de um Miolo Seleção 2008, corte de chardonnay, riesling e sauvignon blanc. Tudo bem, vamos dar um desconto: desde o princípio eu sabia que o vinho não ia dar nem um pouco certo com a comida, mas tem dias que o capricho e a vontade de experimentar falam mais alto. Então lá fui eu, com meu branquinho na mão, fazer o ritual de degustação. O vinho tinha uma cor super pálida na taça, com lágrimas grossas. Os aromas me lembraram muito umbu (já estou começando a sentir odores regionais!), maçã verde, abacaxi, mel e frutas cítricas.

Em boca este Miolo decepcionou um pouco: era leve demais, simples, com pouquíssimo corpo. Mas na hora, junto com aquele almoço maravilhoso, quem se importou? Foi uma das ocasiões em que, de fato, comemos agradecendo a Deus pela dádiva do paladar.

Enxerida, resolvi levar de lembrança a garrafa de 375 ml do vinho, ainda com um quarto de seu conteúdo. E não é que, experimentando o resto depois, me dei conta de que sozinho ele tem praticamente gosto de água? Só consigo pensar a refeição que salvou a bebida...

Enfim - meu branco favorito continua sendo o Concha Y Toro Sunrise Chardonnay.

Por fim - mas não menos importante, minha última impressão sensorial sobre o Chiwake. Ao fim da refeição o barulho dentro do restaurante era tanto (mas tanto, mas tanto), que ao sair para a rua tive a grata sensação de estar entrando em um mosteiro. Uma pena...

Classificação (do vinho): \o/

sábado, 27 de junho de 2009

Concha Y Toro Reservado Cabernet Sauvignon 2008

"Ele é gostoso e tem cheiro de fruta". Foi assim que marido sugeriu que começasse este post sobre o Concha Y Toro Reservado Cabernet Sauvignon 2008. E ainda continuou: "Tem um aroma forte e é saboroso, apesar daquele amargo no final. O quanto mais gelado, melhor".

Vamos partir daí para descrever melhor o vinho. Aliás, melhor começar do princípio: o porque de Concha Y Toro. O fato é que o renome desta marca tem se confirmado todas as vezes que experimentamos algum produto deles: primeiro foi o Sunrise Chardonnay, excelente (mais ainda depois de ter provado esta semana um corte de chardonnay, riesling e sauvignon blanc da Miolo com gosto de água... mas aí já é outra história). Agora apostamos em um tinto para ver em que bicho dava.

Na taça a aparência era brilhante e límpida, com uma forte cor púrpura. O halo aquoso era mínimo, indicando um vinho super jovem, com potencial de melhorar ainda mais depois de uns dois anos de garrafa. Como marido disse, "é gostoso e tem cheiro de fruta". Mas vamos ver se eu consigo elaborar melhor essa descrição :)

Com odores complexos e persistentes, este cabernet sauvignon nos presenteou com aromas de figo, rosas, terra e um retrogosto delicioso de grama cortada. Também senti evidências de madeira e tostado, bastante equilibrados com um álcool super leve, mesmo com o teor de 12,5%. Fiquei imaginando como o corpo médio, acidez moderada e taninos suaves estariam daqui a algum tempo - acho que vale a pena guardar algumas garrafas para o futuro. E obviamente que o preço foi destaque nesta compra: por volta de R$ 18 na RM Express, sempre ela.

Resumo da ópera: vou precisar me controlar para não passar a comprar só Concha Y Toro! Ainda mais que estou procurando um bom Pinot para experimentar - alguém tem uma sugestão em conta?

Classificação: \o/ \o/ \o/ \o/

Música de fundo enquanto escrevia este post: Never can say goodbye, do Jackson Five. Obrigada, Michael!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Recife Restaurant Week: a comida foi show. Mas o vinho...

E não é que a vontade se tornou realidade? Em plena quinta de trabalho, acabei tendo o gostinho de aproveitar a Recife Restaurant Week nada mais, nada menos que na Oficina do Sabor - simplesmente "O" restaurante mais conceituado de todo o estado de Pernambuco.

No cardápio do almoço, oferecido durante o evento por módicos R$ 27, saladinha de siri com manga de entrada, pernil de cabrito ao molho de especiarias com mix de batata e tortinha sertaneja de sobremesa.

Claaaaaro que eu não poderia deixar de combinar isso com uma (meia) taça de vinho - segundo o garçom, um chileno Tantehue Cabernet Sauvignon de safra desconhecida, servido à temperatura ambiente (que em Recife significa pelo menos 28 graus) e cheio (repleto, ENTUPIDO MESMO) de partículas em suspensão, a despeito de ter sido lindamente servido em um decanter e lá ter ficado pelo menos uns dez minutos antes de ir para a taça. O que sobrou na boca foi uma mistura de ranço de madeira e álcool.

Ainda bem que o almoço compensou - e mais ainda a notícia que veio depois: o preço do Concha Y Toro Chardonnay na distribuidora aqui do lado, de exatos R$ 12,80. Deus é pai.

sábado, 13 de junho de 2009

Concha Y Toro Sunrise Chardonnay 2006

Movida pela curiosidade sobre as uvas que compõem meu espumante favorito, esta semana resolvi experimentar um bom Chardonnay. E como tive a oportunidade de voltar à distribuidora de bebidas e alimentos RM Express, não percisei desembolsar muitos reais para levar para casa um Concha Y Toro Sunrise Chardonnay 2006. Segundo o fabricante, os vinhedos Sunrise recebem em média 300 dias de sol ao ano, gerando uvas excepcionais em sua madurez, um bom presságio. E não é que foi mesmo paixão ao primeiro gole?

Como eu esperava, o Concha Y Toro Sunrise Chardonnay é de uma delicadeza incrível. De um amarelo brilhante, quase dourado, este vinho apresentou pequenas partículas escuras em suspensão, que eu acredito terem vindo da rolha - parcialmente destruída quando a garrafa foi aberta. Com aromas refrescantes lembrando abacaxi e melão maduro, o vinho mostrou pequenas lágrimas lentas, denunciando seu teor alcoólico de 13%.

O sabor não poderia ser mais agradável. Consegui sentir explodindo na boca sabores como abacaxi e maçã verde, talvez um pouco de banana. O corpo é médio, sem decepcionar, e a acidez mostrou-se peça chave no meu deslumbramento pelo vinho. Degustei boa parte dele na sexta-feira à noite, em jantar com marido enquando assistíamos o dvd de Sideways; no dia seguinte, no entanto, o vinho parecia ter evoluído dentro da garrafa, mostrando-se ainda mais delicado ao paladar. Não percebi muita interferência de taninos, e o after-taste foi longo e agradabilíssimo.

Horas depois de consumir, não senti nenhum indício de ressaca, o que conta mais pontos ainda para este chardonnay. O único ponto negativo foi o aparecimento de uma certa azia - que também pode ser atribuída à pizza de calabresa, prato principal do jantar de sexta.

Adorei, principalmente pelo custo-benefício. Acho que vou economizar um pouco para em breve poder experimentar o Casillero del Diablo Chardonnay.

Concha Y Toro, gostei de você!

Classificação: \o/ \o/ \o/ \o/