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sexta-feira, 12 de março de 2010

Incor busca voluntários para estudar efeitos do vinho sobre o coração

Da Assessoria de Comunicação do Incor
O Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) está recrutando homens, com idade entre 50 e 75 anos, para participar de pesquisa que avaliará os possíveis efeitos benéficos do vinho tinto sobre o coração e o envelhecimento. Podem se inscrever homens que bebem vinho tinto regularmente, como parte de seu estilo de vida; e homens abstêmios, ou seja, que não ingerem qualquer bebida alcoólica. É oferecido um check-up cardiológico aos participantes, como parte do estudo.

Informações e inscrições pelo telefone 11-3069-5510.
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E aí, quem encara?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Só pra deixar registrado...

...que o Jamie Oliver está lançando uma aplicação para iPhone com receitas de 20 minutos testadas e aprovadas por ele próprio!

Culinária de Jamie Oliver + vinho = diversão!

Confiram em http://bit.ly/13580b.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O case Calamares: vinho verde que vem com branding!



Olhe para este rótulo e feche os olhos. Que imagens vêm a sua mente?

Já há alguns meses, todas as vezes que adentro qualquer supermercado/atacado/distribuidora de bebidas a curiosidade enológica me impele em direção à estante de vinhos verdes - com tanta força quanto meu sobrinho de sete anos costuma me arrastar para a seção dos Power Rangers nas lojas de brinquedo.

Enquanto meu lado racional - leia-se a carteira - segue adiando o sonho de experimentar tal iguaria, a inteligência (?) emocional vem me proporcionando momentos de reflexão altamente produtiva a respeito do vinho verde mais encontrado aqui em Recife: o Calamares.

Na minha cabeça, o rótulo já diz tudo: tem uns polvos (ou seriam lulas?), ladeando um belo lagostim - que em terras pernambucanas pode ser chamado de pituzão de classe. O nome e a descrição - Vinho Verde, dã! -, e só. O resto da magia fica por conta da garrafa de formato diferenciado, meio bola, meio elipse, mostrando o vinho em todo o seu esplendor e transparência.

O que você imaginaria que uma bebida assim iria te proporcionar? Frescor? elegância? uma tarde ensolarada de setembro a bordo de um iate nas Ilhas Gregas? Eu penso em tudo isso quando vejo uma garrafa de Calamares. E olhe lá - leve em consideração que a pessoa que vos escreve nunca bebeu vinho verde (e muito menos conhece as Ilhas Gregas).

Resumindo, um trabalho de branding danado de bom.

Parada para a cultura: o que é branding mesmo?

"Branding é um trabalho de construção de uma marca junto ao mercado. Cria-se uma imagem que possa ser reconhecida por todo o mercado de forma que o produto que seja rotulado por aquela marca transmita confiança ao consumidor, fazendo-o preferir o produto de “marca” do que outro produto idêntico sem marca (PICCAGLIA Eliel, 2008)."

Fonte: Wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Branding)
Sacou?

Voltemos agora a nossas elucubrações.

Assim como no turismo, no cinema e na literatura, branding também é fundamental no mundo dos vinhos. Uma marca bem arrumada, elementos escolhidos a dedo no rótulo e até uma garrafa específica fazem milagres quando se trata de chamar a atenção em meio a dezenas de concorrentes na prateleira - alguns deles naqueles garrafões pavorosos cobertos por um trançado fake de plástico imitando palha.

Faça uma pesquisa em seu HD mental e coloque no papel: quantos vinhos já não lhe conquistaram antes mesmo do primeiro gole, só por causa da imagem? É por não serem ingênuos que produtores como a Salton e a Miolo (só pra citar nacionais) investem tanto na construção do branding de seus produtos. Um bom exemplo é o Miolo Gamay 2008, que muita gente andou comentando que nem era tão bom, mas bombou em vendas por causa do rótulo fofíssimo desenhado pelo Romero Britto.

Tudo bem que não sou exemplo para nada, mas agora não posso ver a foto de um lagostim que já lembro do tal vinho verde. E das Ilhas Gregas.

O que me faz lembrar... o feriadão de 12 de outubro vem aí. E é bem possível que eu finalmente resolva experimentar uma garrafa de Calamares. Aí eu comento o resultado por aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Esupumante é vinho?

Essa é para satisfazer a curiosidade de marido, que há alguns dias me enviou um e-mail com o seguinte comentário sobre uma matéria do pessoal da Info: "acho que erraram feio no texto, chamando espumante de vinho, certo?"

Errado, marido. Espumante é vinho sim!

Vejam só onde fui encontrar uma definição definitiva (foi mal a aliteração) do que é considerado vinho: no site do Governo Federal do Brasil! De acordo com o artigo terceiro da Lei número 7.678, de 8 de novembro de 1988, "vinho é a bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto simples de uva sã, fresca e madura." Ainda segundo o texto legal, espumante é uma classe de vinhos, assim como o licoroso e o de mesa - com o benefício de ainda ter aquelas deliciosas bolhinhas.

Para comprovar, é só lembrar que o espumante é igualzinho aos vinhos normais, pelo menos até o fim da primeira fermentação. Depois é que eles adicionam mais um pouco de pó-de-pirlimpimpim - nossas amigas leveduras - para que ocorra uma segunda fermentação em condições especiais de pressão, o que faz com que as bolhinhas nasçam, cresçam e fiquem guardadas dentro do precioso líquido, só nos esperando para mergulhar delicadamente dentro da flute!

Mas interessante mesmo foi saber através da matéria da Info que uma garrafa de um litro de champanhe libera até 5 litros de dióxido de carbono através da perlage.

Depois não me venha reclamar da deselegância quando vier a famosa eructação!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sim, mas... o que danado é vinho verde?

Hoje, voltando do almoço, meu amigo Ricardo me surpreende com a pergunta do título deste post. Eu, como boa iniciante no mundo dos vinhos, não soube responder - mas resolvi que ia pesquisar de uma vez por todas o assunto. Afinal de contas, a gente não nasce sabendo, certo? Então que jogue a primeira pedra aquele que nunca fantasiou uma taça de vinho verde que fosse de fato... VERDE.

Vamos aos fatos.

1. Vinho verde não é verde (um grande golpe para minha imaginação fértil!). Na verdade, ele é feito de uvas brancas e tintas, e pode ser encontrado nas variações branca, tinta, rosé e espumante. O campeão de vendas, no entanto, é o vinho verde branco;

2. A nomenclatura é exclusiva, sendo atribuída aos vinhos produzidos em uma área do Noroeste de Portugal chamada Região Demarcada dos Vinhos Verdes. Por causa das características específicas deste local, os vinhos verdes possuem (entre outras coisas) uma concentração de ácido málico acima do usual. O que isto quer dizer? Que ao final da fermentação, o vinho verde acaba com uma quantidade maior de ácido carbônico, ganhando um frescor diferenciado - sensação também chamada de "agulhas" na língua. Os verdes brancos também possuem graduações alcoólicas mais baixas, além de aromas frutados e florais mais evidentes - o que os tornam companhia perfeita para pratos como frutos do mar e bacalhau;

3. O vinho verde é o segundo lugar em vendas no mercado português;

4. As principais uvas utilizadas para produzir vinho verde são as seguintes: Loureiro, Alvarinho, Arinto e Trajadura para os brancos; Vinhão para os tintos e Espadeiro para os rosés.

Hmmm... e não é que deu água na boca?

Para mais informações, visite http://www.vinhoverde.pt/

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Perguntar não ofende

Alguém conhece alguma confraria de vinhos aqui no Recife?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Rolhas sintéticas: vilãs?

Continuando a série de posts sobre rolhas, descrevo agora o que aprendi sobre as tão faladas sintéticas.

Devo confessar que meu lado ecológico se dói todas as vezes que vê uma bela garrafa de vinho tampada com uma rolha artificial. Acima de tudo, elas me parecem atentados contra a natureza em miniatura. Mas exatamente de que material elas são feitas? O que os fabricantes têm a dizer sobre seu produto? Vamos às respostas.

As rolhas sintéticas são fabricadas de elastômeros, os mesmos elementos utilizados para produzir alguns utensílios médicos e para uso em bebês. Um ponto a favor, já que segundo a fabricante TopCork, "elas são neutras, não favorecendo a proliferação de bactérias ou conferindo odores estranhos ao produto". Trocando em miúdos: adeus, bouchonée proveniente da rolha de cortiça.

Sem contar que são mais baratas - por incrível que pareça, na minha pesquisa não consegui definir quanto. Mas que são, são.

E também há a praticidade: elas têm uma consistência parecida com a cortiça, exigindo a mesma força para retirada do gargalo dos exemplares naturais. Além disso, podem ser produzidas em cores e tamanhos específicos para cada cliente, adaptando-se a praticamente todos os tipos de garrafa.

Ainda de acordo com o pessoal da TopCork, a rolha sintética oferece uma "excelente vedação para manter os aromas dos vinhos intactos". Mas aí mora o perigo. Conforme li no blog de Adriana Grasso, Vinhos Italianos, "a rolha sintética serve somente para os vinhos que já saem prontos para consumo das vinícolas e não precisam de estágio de envelhecimento na garrafa, isto é, para vinhos que devem ser consumidos jovens." Isto porque ela não tem aquela capacidade miraculosa da cortiça de promover a microoxigenação - e portanto, o aumento da complexidade do vinho com o passar do tempo. Ou seja, rolha de elastômero só seria boa para vinhos de consumo jovem.

Por fim, os fabricantes bradam aos quatro ventos que suas rolhas sintéticas são recicláveis. Porém são feitas de materiais não-renováveis e não-biodegradáveis. Sei não... pode parecer preconceito, mas eu continuo apaixonada pela cortiça.

Vinho para leigos

Desde adolescente sou fã da série For Dummies/Para Leigos da Wiley Publishing, Inc. E não é que ontem, num momento altamente improvável, descobri uma ótima leitura para o fim de semana?

Entrei na Livraria Cultura literalmente para passar uma chuva - um pé d'água torrencial que abateu-se repentinamente sobre a cidade do Recife. Impossibilitada de ir para casa (ou qualquer outro lugar, por causa de uma manifestação nas proximidades), resolvi matar tempo no templo do saber.

Depois de (só pra variar) babar um pouco na estante do Jamie Oliver, encontrei o delicioso Vinho para Leigos, de Ed Mccarthy e Mary Mulligan. Uma leitura divertida, informativa e altamente despretensiosa sobre os mais diversos assuntos ligados à Vitis vinifera: uvas, regiões produtoras, características dos vinhos e mais. Algumas das melhores partes são os Alertas Esnobes - que ensinam a desmascarar - e até impersonar - aqueles enochatos que torcem o nariz para o resto da humanidade como se soubessem o segredo da vida eterna. Uma delícia!

Já li 1/3 e recomendo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Rolhas: pra que te quero?

Há algum tempo venho pesquisando sobre a diversidade de rolhas existentes no mercado. Temos a de cortiça, a sintética, as práticas screw-caps. Isso sem contar com a tampas metálicas e de pressão. Mas qual será a melhor de todas?

Hoje inicio uma série de posts sobre o assunto - começando com a opção mais clássica, a rolha de cortiça.

Cortiça
A rolha de cortiça tradicional é feita da casca do sobreiro, uma árvore nativa da Península Ibérica, na Europa. Para que a cortiça possa ser "colhida", a árvore precisa de um tempo médio de 10 anos para a casca alcançar a espessura ideal. Isso mesmo! Aquela rolha linda que você joga fora em dois tempos levou uma década inteirinha para se formar. A boa notícia é que este processo não causa danos à árvore. Mas daí até o sobreiro estar pronto novamente para ser utilizado, é preciso esperar mais 10 aninhos.

Marido e eu em Santa Cruz do Sul (RS). Ao fundo, do lado direito, um sobreiro!

Segundo a revista Istoé Dinheiro, somando-se isto ao aumento da produção de vinhos e à restrição do plantio dos sobreiros em apenas algumas áreas do mundo, a cortiça vem se tornando escassa - motivo que alça os exemplares produzidos da forma tradicional ao patamar de uma das matérias primas mais caras do vinho, custando até U$ 1 a unidade!

Outro fator importante é a mágica da microoxigenação proporcionada pela cortiça. Este material, naturalmente de baixa densidade, tem dentro de suas células um gás bastante semelhante ao que encontramos em nossa atmosfera. Acrescente aí uma permeabilidade extremamente específica e voilà! Este conjunto de fatores possibilita a "troca de ar em proporções mínimas e perfeitas" (do Desmistificando o Vinho), permitindo, segundo o site Notas de Degustação "a polimerização de taninos e a consequente evolução do vinho em garrafa". Ou seja, para os vinhos de guarda - aqueles que se beneficiam do envelhecimento para o aumento da complexidade dos sabores e aromas -, a rolha de cortiça é fundamental! E também explica aqueles dois furinhos em cima da cápsula - aquela proteção de metal ou plástico que vem em cima da boca das garrafas. Eles existem para permitir que o ar passe e o envelhecimento aconteça naturalmente. Chique, né? Aprendi no Desmistificando o Vinho!

Infelizmente, nem tudo são flores quando se trata deste material. As rolhas tradicionais são apontadas como responsáveis pelo chamado efeito bouchonée em quase 15% da totalidade dos vinhos. O bouchonée é resultado da contaminação por um composto químico chamado 2-4-6 Tricloroanisol, ou simplesmente TCA, que deixa um gosto de papelão molhado na nobre bebida. Só que, lendo o site Mar de Vinhos, descobri que o TCA pode impregnar-se não só na cortiça como em papéis, plástico e até (pasme!) nas barricas de madeira. Por isso, concordo com o Notas de Degustação quando ele fala que "outras etapas antes do engarrafamento podem contaminar o vinho com o TCA. Ou seja, uma rolha sintética não garante a ausência de TCA em um vinho."

No próximo post, a temida rolha sintética!