domingo, 25 de novembro de 2012

It's getting better all the time...


Aproveitando passagem pelo shopping novo, dei um pulo em um dos supermercados gourmet (ueba!) e matei uma vontade de semanas: reabastecer a adega com alguns vinhos de personalidade - leia-se de pequenos produtores, cortes diferenciados e, acima de tudo, despretensiosos.

(sim, eu ando lendo romances demais que se passam em vinícolas)

A melhor parte é que nem foi caro! Finalmente está ficando fácil beber vinho em Recife.

Agora é só curtir a ansiedade de experimentar todos. Porque como diria um sábio homem, adiar a gratificação é altamente satisfatório...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Espumante Rio Sol Rosé 2008 - Confraria Brasileira de Enoblogs

Mesmo estando um pouco afastada da Confraria Brasileira de Enoblogs nos últimos meses - por motivos variados, devo dizer -, não tive como declinar da honra de escolher o vinho a ser analisado pelos confrades neste mês de junho. Da mesma forma, não tive como não puxar a sardinha para minha brasa - então o tema sugerido foi Espumante Produzido no Nordeste.

Achei que ia abalar. Na minha cabeça, a combinação de calor constante e solo bom seria matadora, e os espumantes da minha terra natal receberiam os elogios mais rasgados.

Como diria o Chico Buarque, "qual o quê"!

Minha escolha foi uma bebida que eu ainda não tinha provado - um espumante rosé, especificamente o Rio Sol Rosé 2008. Fui seduzida pelo rótulo, de uma bela cor entre pêssego e rosa, impressão especial e mensagem sugestiva: "O espumante Rio Sol Rosé é produzido a partir de uvas da variedade syrah, colhidas no ponto ideal de amadurecimento, originando um vinho leve e fresco. (...) de aromas excepcionais, que lembram morangos e outras frutas vermelhas, este espumante é ideal para acompanhar mariscos e frutos do mar, pizzas, pastas, peixes gordos ou sumplesmente deliciar-se com sua frescura."

Tentei deliciar-me com a frescura. Não deu.

O espumante de fato tem uma bela cor rosa alaranjada, e um aroma de frutas vermelhas marcante - mas que por algum motivo me lembrou mais uva isabel do que morangos em si. A perlage é abundante até demais no início - mesmo com um ano de prática em servir, não houve uma vez que marido tenha conseguido repor a bebida em minha taça sem provocar uma enchente cor-de-rosa em nossa imaculada toalha de mesa. Trinta segundos depois, no entanto, o espumante já estava começando a perder aas borbulhas e (sacrilégio!) um minuto depois de ter ido para a taça, já ensaiava ficar choco. Será que foi a idade?

Aí chegou a hora de provar...

Se fosse para resumir em uma só palavra, ela seria pura e simplesmente ÁLCOOL. O sabor é tão pronunciado que chegou a queimar ligeiramente minha língua. Álcool, álcool e mais álcool, a qualquer temperatura - hipergelado ou quase fresco.

Como diz minha mãe, rasguei a boca. Ou talvez eu é que estivesse azeda, quem sabe?

Espero que os colegas confrades tenham tido mais sorte com seus espumantes.

Classificação: \o/ \o/

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mais um lançamento da Garibaldi

Se enquanto bebedora eu definitivamente arrasto uma asa para qualquer coisa produzida pela Salton, enquando ser humano sou fã de carteirinha da equipe da Vinícola Garibaldi. Então fiquei super feliz de ter recebido mais uma sugestão de pauta do pessoal de lá, e aproveito para dividir com vocês:

Frisante Relax da Garibaldi chega ao mercado com garantia de bem-estar e refrescância aos happy hours brasileiros

A Cooperativa Vinícola Garibaldi, com 80 anos de tradição no mercado de vinhos brasileiros, entre as cinco maiores empresas nacionais do setor, acaba de lançar o frisante demi-sec Relax. Uma nova proposta deste segmento que apresenta como diferencial uma seleção de três variedades de uvas brancas Lorena, Trebbiano e Riesling.

“Os aromas finos e delicados do frisante lembram flores brancas, limão, acerola e ainda um delicado toque mineral. A seleção das uvas se revela em uma combinação harmoniosa que gera ao paladar de quem o degusta frescor, vivacidade e leve cremosidade”, descreve o presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi Oscar Ló. “Quanto ao processo de elaboração do Relax, o gás carbônico obtido na fermentação natural é retido em tanque resistente a alta pressão, similar ao processo Charmat, concentrando ao final do processo açúcares em 18g/l”, completa.

“A partir de junho o mercado terá a oportunidade de provar este produto alegre e refrescante, perfeito para o happy hour brasileiro”, afirma Maiquel Vignatti, coordenador de Marketing desta Cooperativa que possui importantes premiações nacionais e internacionais no segmento de espumantes.

“O Relax acompanha bem pratos leves, canapés finos, peixes pouco condimentados, massas com queijos e tomates. Já, no caso das sobremesas, as frutas em calda recebem bem o frisante. Para perceber as características marcantes do produto o ideal é consumi-lo em oito graus centígrados”, observa o enólogo da Cooperativa Gabriel Carissimi.

O lançamento oficial do produto acontecerá simultaneamente às comemorações ao dia estadual do vinho, momento marcante, pois retrata a chegada dos imigrantes italianos à região e destaca a importância dos produtos elaborados pelas vinícolas locais.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Garibaldi, a vinícola sem frescura


Em nossa viagem pelo Vale dos Vinhedos ano passado, marido e eu nos encantamos com a qualidade impecável - e humana - do atendimento na vinícola Garibaldi. Foi da equipe de lá a única explicação não-esnobe sobre o processo de vinificação que ouvimos nos quatro dias em que zanzamos pelo território vinícola gaúcho. E olhe que não fomos em poucas vinícolas não.

Hoje, tive a grata surpresa de receber um press release falando sobre uma novidade muito interessante da Garibaldi - um vinho com quatro vezes mais antioxidantes que o usual.

Deu vontade de experimentar.

Confiram a notícia.

Lorena Ativa, a novidade da Vinícola Garibaldi que alia paladar apurado com qualidade de vida
Parceria com Embrapa Uva e Vinho utiliza tecnologia inédita e resulta em vinho exclusivo da Cooperativa Vinícola Garibaldi, que proporciona ganhos adicionais à saúde.

A Cooperativa Vinícola Garibaldi apresenta o vinho branco seco Lorena Ativa, da tradicional família Acquasantiera. Resultado de tecnologia inédita no Brasil e fruto de parceria com a Embrapa Uva e Vinho, o Lorena Ativa possui quatro vezes mais antioxidantes naturais e maior quantidade de resveratrol e quercitina, componentes que proporcionam melhor qualidade de vida às pessoas.

Com propriedades e método de vinificação semelhantes ao dos vinhos tintos, além do diferencial em substâncias benéficas à saúde, o Acquasantiera Lorena Ativa mantém as características aromáticas da variedade. “Foram cinco anos de pesquisas e a adoção de três tecnologias desenvolvidas pela Embrapa: cultivar, levedura e processo de vinificação”, explica o pesquisador Mauro Zanus, coordenador do projeto e responsável pelo desenvolvimento do Lorena Ativa.

Até 2011 a Vinícola Garibaldi será a única empresa brasileira a comercializar o vinho, gerando grande oportunidade de negócios às suas redes de clientes e representantes. “O crescente interesse por vinhos brancos no País, aliado à qualidade do produto, faz do Acquasantiera Lorena Ativa um grande destaque nas prateleiras de supermercados, principalmente por seus diferenciais, exclusividade e preço competitivo”, ressalta Oscar Ló, presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi.

O vinho branco seco Acquasantiera Lorena Ativa é elaborado com a variedade BRS Lorena, a partir de tecnologia inédita no Brasil com maceração similar aos vinhos tintos e utilização de levedura autóctone da Embrapa. O produto Apresenta ótima limpidez e sanidade, de coloração amarelo palha com reflexos dourados e excelente vivacidade.

Os aromas são delicados e intensos, com caráter moscatel, destacando-se notas florais e ervas de quintal, lembrando lavanda. No paladar, proporciona um ataque encantador, com ótimo volume de boca e persistência retro-gustativa satisfatória.

O Lorena Ativa harmoniza com peixes gordurosos grelhados, frios, frutos do mar, massas com molhos médios e levemente condimentados.

Mais informações: www.vinicolagaribaldi.com.br

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Festival Brasil Sabor 2010: num intindi nada

Como diria aquela vinheta do Pânico na TV: num intindi nada. Achei uma ótima essa iniciativa do Brasil Sabor, que oferece em uma série de restaurantes afiliados um 'clone' de determinado prato durante o mês que dura a iniciativa.

Ótimo. Dá pra ir com marido e economizar. Legal.

Mas aí é que começa a dificuldade.

São 112 restaurantes participantes só no Estado de Pernambuco. Cada um deles escolhe *o dia e a hora* em que vai disponibilizar o prato da promoção. E o pior - pra escolher onde quero comer, é preciso vasculhar um pdf gigantesco, no qual os restaurantes estão ordenados *alfabeticamente*. Isso pra decidir baseada no restaurante (se é perto ou longe da minha casa), no prato (se tem frutos do mar, a que marido é alérgico, ou não), no dia (se é um dia em que posso dispor de tempo para uma boa refeição) e na hora (se coincide com algum compromisso pré-agendado) em que a promoção acontece.

Confesso que comecei a olhar a partir da primeira página. E já fui desistindo por ali. Tem certas coisas que realmente não valem a pena confundir ainda mais o meu juízo.

Ainda prefiro muito mais o modelo do Restaurant Week. A pessoa escolhe o restaurante e vê qual prato participa da promoção. E durante o tempo que durar a iniciativa, pode ir lá sem estresse a qualquer dia e hora que der no juízo.

Enfim... talvez seja só eu que deteste complicação.

Festival Brasil Sabor 2010 conta com 112 restaurantes pernambucanos


Durante um mês, desta quinta-feira (15) até o dia 15 de maio, 112 restaurantes pernambucanos participam do Brasil Sabor, festival gastronômico promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O tema desta quinta edição é “Festival Brasil Sabor. Sabores que contam histórias”. São 90 pratos em 112 casas, dos quais 31 participam pela primeira vez.

Uma novidade marca a edição 2010: a promoção “Mais um por conta da casa”. Em horários e dias específicos para cada estabelecimento, o restaurante vai oferecer em dobro o prato do festival.

Além da gastronomia, o festival é apontado como uma ótima chance de expandir o turismo no Estado. Para o secretário de Turismo do Recife, Samuel Oliveira, a gastronomia local é um dos principais motivos para a escolha do Recife como destino turístico. Em todo o Brasil, serão 300 pontos turísticos participando simultaneamente, sendo 15 deles em Pernambuco.

O festival é promovido através de uma parceria entre a Abrasel, o Sebrae, o Ministério do Turismo e Ministério da Pesca e Aquicultura.

A lista está disponível aqui.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Passada (chocada em pernambuquês)

Há alguns dias perguntei neste humilde blog (e no twitter) se alguém conhecia o site oficial da região vitivinícola de Petrolina, Pernambuco. Para meu grande espanto, não obtive nenhuma resposta. Há meses espero uma oportunidade para visitar o local (o preço absurdo da passagem aérea Recife-Petrolina-Recife foi um dos fatores impeditivos) , mas foi somente esta semana que me dei conta da inexistência de informações oficiais e confiáveis sobre o assunto (pelo menos na internet).

Enquanto jornalista, assessora de comunicação e produtora de sites, tenho a maior convicção do mundo que um portal como o do Vale dos Vinhedos (RS) - seria um grande impulsionador da região, tanto em termos de turismo quanto de negócios. As possibilidades de conteúdo são múltiplas! Fotos, vídeos, roteiros turísticos e de negócios, notícias, informações sobre produtos e, claro, uma grande seção dizendo "porque é melhor comprar os vinhos de Petrolina". Sem contar a possibilidade de interação com o público através de enquetes, concursos e perfis em mídias sociais como blogs, orkut, twitter...

O que será que falta para dar o pontapé inicial nesta empreitada?

Sinergia entre os produtores? Uma marca forte para concorrer com outras regiões? A aura de glamour que reveste a atividade vitivinícola?

...ou apenas um empurrãozinho?


quarta-feira, 7 de abril de 2010

O quanto você confia no vendedor?

Depois de um dia exaustivo de trabalho, todas as garrafas parecem iguais

Era quinta-feira santa e eu praticamente dançava entre as prateleiras de minha distribuidora favorita de bebidas, sem saber o que escolher para o feriadão - um verde? um espumante novo ou o de sempre? um tinto! (mas que tinto, meu Deus?). Ao redor, uma turba de compradores passava pelo mesmo dilema - só que com uma diferença: eles simplesmente estavam se entregando aos vendedores da loja.

A conversa era a mesma para todos: alguma preferência, senhor? E se o freguês não expressasse em termos claros que tipo de uva, país ou qualidade preferia, o roteiro sugerido pelo vendedor parecia sempre igual - a seção de promoções (com uma passadinha antes pela prateleira de portugueses, por motivos os quais desconheço). Até simpatizei com uma vendedora baixinha que usava, assim como eu, uns pingentes em formato de pimenta pendurados no pescoço, mas preferi fazer minhas buscas sozinha mesmo.

Aí uma coisa engraçada aconteceu: possivelmente pelo cansaço de duas semanas sem dormir somados aos óculos de grau que ainda não ficaram prontos, eu - que a estas alturas espremia os olhos (e os miolos) numa vã tentativa de fazer o vinho perfeito saltar à vista - de repente assumi uma espécie de aura de connaisseuse (assim, em francês mesmo pra ficar ainda mais digno). E os rapazes e moças, e senhorinhas também, começaram a puxar conversa para ver se eu oferecia uma opção mais interessante de compra naquela noite abafada.

Perguntaram se eu preferia branco ou tinto, se argentino era melhor que chileno, se esta loja era mais em conta que aquela outra. Dei meus pitacos aqui e acolá com muita cautela, balançando mais a cabeça que falando - afinal, a única coisa que tenho segurança para falar categoricamente é que Gato Negro causa amnésia-do-dia-seguinte. Juntei minhas garrafinhas e tratei de dar o fora dali o mais rápido possível.

No final das contas, tenho que admitir que fui atrás do conselho da vendedora simpática com as pimentas no pescoço - e acabei acrescentando às minhas compras um tinto da promoção, mesmo desconfiando que a bebida não vai ser lá a última coca-cola do deserto.

E você?

Confia no vendedor na hora de comprar seus vinhos? Puxa conversa com alguém na loja? Ou às vezes se dá ao luxo de brincar de uni-duni-tê só para adicionar um pouco de emoção à compra?